O tratamento com Ibogaína tem produzido relatos de recuperação do vício das drogas de forma incrível nos últimos anos. Seu processo de aprovação caminha, mas de forma lenta.

O tratado de Nagoya garantiu o acesso e benefícios para quem detém o conhecimento sobre o tratamento à 65 países sendo assinado em 12/10/14 e também tem relação com o comércio internacional da Ibogaína. Para você que busca informações sobre a História da Ibogaína segue dados da sua linha do tempo.

A ibogaína é uma substância extraída da planta Iboga de origem africana. Desde 1885 a planta Iboga já era usada em cerimônias religiosas, em 1901 a Iboga é isolada e cristalizada, aqui estamos falando de sua raiz. Entre os anos de 1939 e 1970 a Iboga é recomendada para astenia com dosagem entre 10mg a 30mg ao dia e também é vendida como Lambarene, um estimulante neuromuscular, principalmente com recomendações a depressão, doenças infecciosas e fadiga.

Em 1955, Harris Ibel aplica doses de Ibogaína, exatamente 300mg em um centro de pesquisas dos EUA. Nessa ocasião, 8 pacientes são desintoxicados ao uso de morfina, logo depois, em 1962 Lotsof aplica as doses de Ibogaína em cerca de 9 indivíduos, observando bons resultados nos pacientes dependentes de opiáceos. 

Já em 1969, Narranjo, psiquiatra francês, recebeu uma patente para o uso psicoterapêutico da Iboga.

Em 1970, o Comitê Mundial da Saúde aplica uma classificação de caráter alucinógeno a planta e que seu uso pode causar dependência. Nessa época, além do Lambarene ser proibido, a Iboga não é permitida pelo Comitê Olímpico Internacional. Já em 1985 Lotsof recebe sua patente no tratamento da dependência de opiáceos, cocaína e nicotina.

Entre os anos de 1988 e 1994 um grupo de holandeses é tratado com Ibogaína sem estar em um local hospitalar. Começa então o desenvolvimento de um protocolo sobre a substância Ibogaína. 

Nos anos 90 se inicia um crescimento rápido sobre a Ibogaína como tratamento alternativo começando com testes em animais entre os anos de 1994 e 1995.

Entre os anos de 2008 e 2018, 70% de sucesso foi o resultado de um tratamento com protocolo de 5 dias sendo o tratamento pioneiro nessa época. Em 2017 Assis Carvalho (PT/PI) solicita dados ao ministério da saúde com informações sobre o uso fitoterápico para dependência química no SUS, principalmente quanto ao uso de Ibogaína.

Acontece então em 2013, um estudo da Unifesp, sendo o primeiro estudo realizado no Brasil. Esse estudo mostrou que 70% dos 75 pacientes mostraram recuperação da dependência química sobre o consumo de cocaína, crack, maconha e álcool.

“Pelo que observamos, a Ibogaína é hoje a melhor opção contra o vício.” Diz médico Bruno Rosmussen Chaves, sendo um dos que participaram do estudo.

Mais detalhes sobre a história da ibogaína

A ibogaína é uma substância extraída de uma planta chamada iboga. E é essa substância que é capaz de ajudar de forma poderosa um dependente químicos a se livrar do vício das drogas ou do álcool, segundo os estudos que foram relatados e citados aqui nos parágrafos anteriores.

Como você percebeu a ibogaína já é usada em rituais e técnicas medicinais na África a mais de 100 anos na região central do continente Africano apresentando enormes resultados par aos povos daquela região.

Desde o primeiro registro de uso da ibogaína, que foi feito por povos pigmeus, já era possível notar que essa planta iboga, possui características impressionantes.

A ibogaína age diretamente no processo de reconstrução neural, onde o corpo começa a produzir novamente hormônios ligados a felicidade e prazer real, substituindo a vontade de usar drogas para tal.

Seguindo as etapas do tratamento com ibogaína corretamente, com acompanhamento clínico e especializado é possível alcançar excelentes resultados em mais de 74% do casos. Esse número é gigante se comparado com os métodos tradicionais de recuperação para dependência química ou alcoolismo. Uma clínica de recuperação especializada por tirar suas dúvidas sobre o tratamento com ibogaína para dependentes químicos e alcoólatras.

Contraindicação:

O tratamento de Ibogaína tem uma taxa maior de sucesso quando o paciente decide de forma voluntária, isto é, tem que haver o real desejo de parar de usar drogas.

É contraindicado para:

Pessoas com esquizofrenia, cardiopatia (a ibogaína potencialize o QT pré-existente o que pode levar a traumas ventriculares) e problemas hepáticos graves. Por isso, são solicitados exames de sangue (TGO, TGP), eletrocardiograma (ECG) e laudo psiquiátrico para confirmar se o paciente está apto para receber o tratamento.

História da Ibogaína